sexta-feira, 14 de julho de 2017

Niepoort Open Door 2017, 3rd edition: Niepoortland 3


EN/PT


    On the summer afternoon of last July 1st, 2017, in the Niepoort cellars gardens in Vila Nova de Gaia, the third edition of the "Niepoort Open Door 2017" was held. Always an occasion not to be missed and an event to register in the serious oenophile agenda.

    A relaxed and informal opportunity to get to know the Niepoort universe, everything Niepoort has to offer, presented by the Niepoort family, the Colaborators team and wine making friends, who were the perfect hosts.

     Among several national and international proposals, some novelties and special and unique wines, we highligt here the following (tasted):

After starting with a "Legras" champagne, complex and full of character, 

the "Domaine Allain Graillot" wine, from Crozes Hermitages, Vallé du Rhône, France, 

"Sottimano", Barbaresco, Italy,

"Terroir al Limit", Priorat, Spain,

a great choice of "Buçaco" red wines, including one from the 1982 harvest in excellent shape,

"Soalheiro", among the wines presented, two natural wines, the "Soalheiro Terramatter 2016, an unfiltered organic Alvarinho grapes wine, and a first edition, the novelty "Soalheiro Nature Pur Terroir 2016", also an unfiltered biological and without sulphites Alvarinho wine.

the portuguese Dão region wines produced by António Madeira, in search of the region essence and one of the members of the project...

..."Nat'Cool", the new and very interesting project with a new registered brand, that associates wine producing friends and whose concept is the production of wines that respect the land, nature and the ecosystem, almost without oenological intervention, trying to preserve the maximum of all the grape components, with spontaneous fermentation, without extraction, with minimum intervention in the cellar, without the use of sulphurous and without corrections of acidity, for which the grapes are harvested earlier, a process that originates fresh and low alchool degree wines.

The Niepoort wines: a fantastic "Redoma Reserve white 1994", from the Bairrada region, the novelty "Gonçalves Faria 2013", white and red, a "Merlot Bairrada 2012" and a "Syrah Bairrada 2012", the new sparkling wine "Água Viva bruto blanc des blancs 2013", and the baga grape wines, "Poeirinho 2014" and "Poeirinho Garrafeira 2012".
And the Port wines, the cask samples "Niepoort LBV 2013" and "Niepoort 2015 Bioma Vinha Velha Vintage Port" and the "Niepoort Crusted" 2014 bottling and finally, as it is already a tradition, the opening and decanting of a single and very special "Niepoort Porto Garrafeira 1987"demijohn.


    Without further comments, as it was our initial purpose, here are some images:



Niepoort Portas Abertas 2017, 3.ª edição, Niepoortland 3

    Na tarde de verão do passado dia 1 de Julho, nos jardins das caves Niepoort, em Vila Nova de Gaia, realizou-se a terceira edição "Niepoort Portas Abertas 2017". É sempre uma ocasião a não perder e um evento de interesse que deve marcar a agenda de todo o enófilo sério.

    Uma óptima oportunidade para conhecer o universo Niepoort, tudo o que a Niepoort tem para oferecer neste ano, apresentado pela família, a equipa de colaboradores e amigos produtores de vinho, os perfeitos anfitriões.

    Entre propostas nacionais e internacionais, algumas novidades e também vinhos especiais e únicos, deixamos aqui alguns (provados) em destaque:

Depois do início com o champagne "Legras", complexo e cheio de carácter, 

os vinhos do "Domaine Alain Graillot" (Crozes Hermitage, Vallé du Rhône, França),

"Sottimano" (Barbaresco, Itália),

"Terroir al Limit" (Priorat, Espanha),

os grandes vinhos "Buçaco", tintos no caso, incluíndo um da colheita de  1982, em excelente forma, 

"Soalheiro" que, entre os vinhos do seu portfolio nas colheitas mais recentes, dois vinhos naturais, o "Soalheiro Terramatter 2016", um Alvarinho não filtrado de agricultura biológica, e também, em primeira edição, a novidade "Soalheiro Nature Pur Terroir 2016", também um vinho biológico, não filtrado e sem adição de sulfitos.

Os vinhos do Dão de António Madeira, em busca da essência da região e um dos associados do projecto...

...Nat'Cool, o interessante projecto, com uma nova marca registada, que associa amigos produtores de vinho e que tem como principio a produção de vinhos que respeitem a terra e que preservem a natureza e o ecossistema, quase sem intervenção enológica, que tentam conservar ao máximo todos os componentes da uva, com fermentações espontâneas, sem extracção, com o mínimo de intervenção na adega, sem a utilização de sulfuroso, sem correcções de acidez, para o que as vindimas ocorrem mais cedo e que originam vinhos frescos e com pouco grau alcoólico.

Nos vinhos "Niepoort", foi servido um excelente "Redoma Reserva branco 1994", dos vinhos da Bairrada, a novidade "Gonçalves Faria 2013", branco e tinto, "Merlot Bairrada 2012" e "Syrah Bairrada 2012", o novo espumante "Água Viva" bruto, blanc des blancs 2013, e depois nos tintos baga, "Poeirinho 2014" e "Poeirinho Garrafeira 2012".

Nos vinhos do Porto, as amostras de casco "Niepoort LBV 2013" e "Niepoort 2015 Bioma Vinha Velha Vintage Port" e depois "Niepoort Crusted" engarrafado em 2014. Por fim, como já é tradição, a abertura e decantação do único e sempre muito especial demijohn "Niepoort Porto Garrafeira 1987".

Sem mais comentários, como era a nossa intenção inicial, algumas imagens:





©HSM






quinta-feira, 13 de julho de 2017

It´s written on the bottle: Taylor's 325th anniversary Tawny Reserve

EN
   
   A short and interesting piece of bottle "literature":

    The wine
    "To produce this exclusive limited edition blend, our winemakers have drawn on Taylor's extensive reserves of old cask aged Ports and selected individual component wines originally set aside for the company's 10, 20, 30 and 40 Year Old Tawnies.
    This opulent and seductive aged Tawny is fitting commemoration of Taylor's 325th anniversary and a tribute to the firm's expertise in ageing and blending the finest cask aged Ports."

    and about the bottle special design:
    "Antique sealed bottles.
    The enjoyment of wine is part of cultural history, as is the development of the glass bottle. The romans made a decisive contribution to bottle manufacture by developing the art of glass blowing. This led eventually to the appearance of mould-blown in around 1st century B.C..
    Later the practice emerged of attaching seals to bottles to identify their owners. Normally circular in shape, these seals bore the owners name, initials, crest or other personal symbol. From the 17th to the 19th century, landed gentry and other well-to-do families ordered personalized sealed bottles as a statement of wealth and status. Vintners and merchants also ordered bottles bearing their commercial symbols. At that time, bottles were used primarily to convey wine from the taverner's cask to the table and were used in the same way as a carafe or decanter would be today.
    This bottle is based on a unique 17th century sealed bottle, made at around the time of our foundation in 1692. It is the earliest example of an intact bottle bearing a merchant's mark, in this case the "4" and "XX" symbol still used as Taylor's trademark to this day.".




©HSM

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Life on the Douro

    

 "Life on the Douro" is a 90 minute documentary, directed by Zev Robinson - that will be shown in London next June 12th (presentation details here: eventbrite.co.uk), and later this year, in October/November in New York - made between 2010 and 2012, it's the result of 5 trips and 45 days of filming, a must-see for all Port wine and Douro enthusiasts. 

   It´s a journey that takes us through the Douro valley landscapes, the city of Porto and the Port wine warehouses in Gaia, and its rich history of centuries, with some beautiful imagens, and above all very interesting for the past, present and future portrait of the Douro region and the Port wine business, the perspectives and opinions presented to us by the representatives of some of the most important Port wine houses, but also of the Douro based smaller producers.




    "Life on the Douro" é um documentário de 90 minutos, realizado por Zev Robinson - que será exibido no próximo dia 12 de junho, em Londres (mais detalhes desta apresentação aqui: eventbrite.co.uk) e depois, em Outubro/Novembro em Nova York - foi elaborado entre 2010 e 2012 e é o resultado de 5 viagens e 45 dias de filmagens, obrigatório para todos os entusiastas de região do Douro e do vinho do Porto.

    É uma viagem que nos leva pelas paisagens do vale do Douro, pela cidade do Porto e pelo armazéns de Gaia, pela sua rica história de séculos, com bonitas imagens e acima de tudo muito interessante pelo retrato passado, presente e futuro, as perspectivas e opiniões apresentadas pelos representantes das mais importantes casas de vinho do Porto, mas também pelo produtores engarrafadores mais pequenos com base no Douro. 

The stills from the film presented here were kindly provided by Zev Robinson.
As imagens do filme aqui publicadas foram gentilmente cedidas por Zev Robinson.

©HSM

domingo, 14 de maio de 2017

#Taylor325 (part II)

  
    The Taylor's special edition Port wine cask London delivery; in addition to our previous publication, some interesting and unique photos of the arrival of the #Taylor325 sailboat in London last week (published with Ricardo Diniz permission).
    The next stage, the last preparations for the OSTAR race that starts next 29th May (ricardodiniz.com), with Taylor's sponsorship.

    A entrega do casco da edição especial de vinho do Porto da Taylor's em Londres; em complemento à nossa prévia publicação, ficam registadas estas interessantes e únicas fotografias da chegada do veleiro "Taylor325 a Londres, na semana passada (fotografias publicadas com permissão de Ricardo Diniz).
    A próxima fase, os últimos preparativos para a regata OSTAR que se inicia no próximo dia 29 de Maio (ricardodiniz.com) com o patrocinío da Taylor's.


segunda-feira, 8 de maio de 2017

Taylor's 1692-2017: Retracing history by sea!

and off to London...
#Taylor325, the sea voyage of a special Port wine cask to London.


    To commemorate its 325th anniversary, this year, Taylor's, an historic and one of the oldest Port wine houses, which is part of the Fladgate Partnership (along with the Croft, Fonseca and Wiese & Krohn houses), and a company exclusively dedicated to Port wine production, founded in 1692 by Job Bearsley and whose administration is represented by Adrian Bridge, decided to recreate one of the company's first Port wine commercial shipments to the United Kingdom, by sending a 30 liter special limited edition Port wine cask which embarked on the #Taylor 325 sailboat at the Gaia quayside, on the 2nd of May to London - from the Douro river to the Thames, and through the Tower Bridge - where it will be delivered for a commemorative ceremony that will take place on the 11th May.

    The partnership with Ricardo Diniz, a portuguese singlehanded yachtman at the helm of the #Taylor325 sailboat, who designated this project "Retracing history!" and for whom: "Port wine is Portugal, it is our culture, our tradition (...) and this is what we must always reinforce!".




    After the delivery of this special cargo, Ricardo Diniz will then participate, with the Taylor's sponsorship, in the OSTAR race (Original Singlehanded Transatlantic Race). which will begin on May 29 and will link Plymouth in England and Newport, Rhode Island in the U.S., across the North Atlantic, and will be the first portuguese to participate in this competition.

    The #Taylor325 is a sailboat built in 1990, 20 meters long, tottaly restored and refurbished in Portugal and with portuguese materials, especially for this event. For the yachtman:"it is an honor to be present at these events with portuguese brands and also to represent a product that is so ours, which is Port wine".

    We should consider that the countries that are part of the #Taylor325 sail route, England and the U.S.A. are two historically very important markets for Taylor's and Port wine in general. According to 2016 Port wine data, United Kingdom Port wine sales volume represents the third most important market and the U.S. market, the fifth, on the other hand, if we consider the quantity of Port wine exported, the U.K. market is in fourth place and U.S. the sixth.


Taylor's 1692-2017: Recriando a história por mar!

e agora, para Londres!
#Taylor325: a viagem por mar de um vinho do Porto especial até Londres.


    Para a comemoração do seu 325º aniversário, que se celebra este ano, a Taylor's, uma histórica e das mais antigas casas de vinho do Porto, que integra a Fladgate Partnership (juntamente com as casa Croft, Fonseca e Wiese & Krohn), empresa ainda dedicada exclusivamente à produção de vinho do Porto, fundada em 1692 por Job Bearsley e cuja administração é actualmente representada por Adrian Bridge, decidiu recriar uma das primeiras viagens comerciais de exportação de vinho do Porto para o Reino Unido, com o envio de uma pipa de 30 litros de uma edição especial e limitada de vinho do Porto, que foi embarcada no veleiro #Taylor325, no cais de Gaia, no passado dia 2 de Maio, com destino a Londres - do Douro até ao Tamisa com passagem pela Tower bridge - onde será entregue para uma cerimónia comemorativa no próximo dia 11 de Maio.

    Em parceria com Ricardo Diniz, navegador solitário português, ao lema deste veleiro, e que designou o projecto como "Retracing history!" e para quem:"o vinho do Porto é Portugal, é a nossa cultura, a nossa tradição (...) e é isso que temos que reforçar sempre".

    Ricardo Diniz participará depois, com o patrocionio da  Taylor's, na competição OSTAR (Original Singlehanded Transatlantic Race), que se iniciará no próximo dia 29 de Maio e ligará Plymouth, em Inglaterra, a Newport, Rhode Island, nos E.U.A., através do Atlântico Norte, prova na qual será o primeiro portugês a participar.

    O veleiro #Taylor325 é uma embarcação construída em 1990, com 20 metros de comprimento, totalmente remodelado em Portugal e com materiais portugueses, especialmente para este evento. Para o navegador, "é uma honra estar presente nestes eventos, com marcas portuguesas e a representar um produto que é tão nosso, que é o vinho do Porto".

    Devemos considerar que estes países onde se marcará presença, Inglaterra e os E.U.A., são dois mercados historicamente importantes para a casa Taylor's e para o vinho do Porto em geral. De acordo com os dados de 2016 referentes à comercialização de vinho do Porto, em volume de negócios, o mercado do Reino Unido, aparece em terceiro lugar o o mercado dos E.U.A. em quinto, por outro lado se considerarmos apenas a quantidade exportada, o Reino Unido é o quarto mercado mais importante e os E.U.A., o sexto.











©HSM












quinta-feira, 20 de abril de 2017

The 2014 Vintage Port


    The subtitle of this publication could be "The news of the 2014 vintage Port or the positive side of the year 2014"...
     In fact, if the 2014 harvest reports reveal a less good, atypical and difficult year (see: the 2014 harvest report), how to explain that some producers have declared and produced vintage Port this year?

     Precisely because the Douro always escapes any general analisys attempt. One of the main characteristics of this region, sub regions and the wines produced here is the great variety of specificities that are determinant and quality conditioners of the wines, such as the location of the vineyard, the different altitudes and solar exposition of the land, the varied orography of the the river banks, the soil composition, the microclimates themselves, the characteristics and the the behaviour of the vineyards, the different vineyard parcels and the grape varieties planted and also the experience and knowledge of the wine maker and the decision on the moment of the harvest.

    With such a diversity, we can understand better that, even in apparently less good years, there are exceptions, there are producers who haven't felt or didn't suffer so much the effects of the climate instability and still manage to produce a wine with the high quality of a vintage Port.

     It was a year of non-classical vintages, that is to say a year of "Vintages de Quinta" or "Single Quinta Vintage Port" (SQVP), characterized by the lack of unanimity between the producers and the few Port vintages produced. There were important houses that did not produced vintage Port this year, such as Taylor's, Fonseca and Croft, the Sogevinus group (Kopke, Burmester, Calém and Barros), also there was no "Dow's Quinta Senhora da Ribeira" or "Quinta do Vesúvio" vintage, Niepoort and Andresen also passed this year, and to this date there are no news of a vintage Port from the Sogrape, another of the main groups of the sector (which represents the Port brands, Ferreira, Sandeman and Offley).

     The list of the vintage Ports declared in 2014 is as follows:


  • António Boal Vintage Port 2014 (Costa Boal Family Estates, Lda.)
  • Barão de Vilar 2014 Vintage Port (Barão de Vilar, Vinhos, S.A.)
  • Bulas Port Vintage 2014 (Bulas Family Estates, Lda.)
  • Cockburn's Quinta dos Canais 2014 Vintage Port (Symington Family Estates, Vinhos, Lda)
  • Churchill's Vintage Port 2014 (Churchill Graham, Lda.)
  • Cruz Porto Vintage 2014 (Gran Cruz Porto, Sociedade Comercial de Vinhos, Lda.)
  • Dalva 2014 Vintage Port (C. da Silva Vinhos, S.A.)
  • Dow's 2014 Quinta do Bonfim Vintage Port (Symington Family Estates, Vinhos, Lda.)
  • Graham's Quinta dos Malvedos 2014 Vintage Port (Symington Family Estates, Vinhos, Lda.)
  • Pintas Porto Vintage 2014 (Wine & Soul, Lda.)
  • Portal Quinta dos Muros Porto Vintage 2014 (Quinta do Portal, S.A.)
  • Quevedo Vintage Port 2014 (Vinhos Óscar Quevedo, Lda.)
  • Quinta de la Rosa Vintage Port 2014 (Quinta da Rosa, Vinhos, S.A.)
  • Quinta das Tecedeiras 2014 Vintage Port (Quinta das Tecedeiras, Sociedade Vitivinícola, Unip., Lda.)
  • Quinta de Ventozelo Porto Vintage 2014 (Gran Cruz Porto, Sociedade Comercial de Vinhos, Lda.)
  • Quinta do Crasto Vintage 2014 Port (Quinta do Crasto, S.A.)
  • Quinta do Javali Vintage Port 2014 (Sociedade Agrícola Quinta do Javali, Lda.)
  • Quinta do Noval 2014 Vintage Port (Quinta do Noval Vinhos, S.A.)
  • Quinta do Passadouro Porto Vintage 2014 (Quinta do Passadouro, Sociedade Agrícola, Lda.)
  • Quinta do Pessegueiro Porto Vintage 2014 (Quinta do Pessegueiro, Sociedade e Comercial, Lda.)
  • Quinta do Vale Meão Vintage Port 2014 (F. Olazabal & Filhos, Lda.)
  • Quinta Santa Eufémia Vintage Port 2014 (Sociedade Vitivinícola Quinta Santa Eufémia, Lda.)
  • Quinta Seara D'Ordens Porto Vintage 2014 (Sociedade Agrícola Quinta Seara D'Ordens, Lda.)
  • Quinta Vale D. Maria 2014 Vintage Port (Lemos & Van Zeller, Lda.)
  • Ramos Pinto Quinta do Bom Retiro 2014 Vintage Port (Adriano Ramos Pinto, Vinhos, S.A.)
  • Rozès Vintage 2014 Porto (Rozès, S.A.)
  • S.J Vintage Port Single Quinta 2014 (Quinta de São José, João Brito e Cunha, Lda.)
  • Vallado Adelaide 2014 Vintage Port (Quinta do Vallado, Sociedade Agrícola, Lda.)
  • Vista Alegre Porto Vintage 2014 (Vallegre, Vinhos do Porto, S.A.)
  • VZ 2014 Vintage Port (Lemos & Van Zeller, Lda.)
  • Warre's 2014 Quinta da Cavadinha Vintage Port (Symington Family Estates, Vinhos, Lda.)



O Porto Vintage 2014

     O subtítulo desta publicação poderia ser "as notícias do Porto vintage 2014 ou o lado positivo de 2014"...
    Na realidade, se os relatórios de vindima revelam um anos menos bom, atípico e cheio de dificuldades (vêr: o relatório da vindima de 2014),como se explica que alguns produtores tenham declarado e produzido um vinho do Porto vintage neste ano?

   Precisamente porque o Douro escapa sempre a qualquer tentativa de generalização, porque uma das principais características desta região e sub-regiões é a grande variedade de especificidades que é necessário tomar em conta e que são determinantes e condicionantes da qualidade dos vinhos, como sejam, exemplificativamente, a localização das vinhas, as diferentes altitudes e exposições solares dos terrenos, a variada orografia das margens do rio, os solos, os microclimas próprios, a composição e as características e comportamento das vinhas, das diversas parcelas de vinhas e das castas plantadas e depois a experiência do viticultor e do enólogo e a decisão do momento da vindima.

     Com esta diversidade, podemos começar a perceber um pouco melhor que, mesmo em anos menos bons, existam excepções, existam produtores que não sentiram nem sofreram tanto os efeitos da instabilidade climatérica e conseguiram produzir um vinho com a alta qualidade para um Porto Vintage.

     Foi um ano de vintages não clássicos, de "Vintages de Quinta" ou "Single Quinta Vintage Port" (SQVP), caracterizado pela falta de unanimidade entre os produtores e por poucos vinhos do Porto vintage declarados. Houve casas importantes que não produziram vintage neste ano; a Taylor'a, a Fonseca e a Croft, o grupo Sogevinus (Kopke, Burmester, Barros e Calém), também não se produziu o "Dows' Quinta Senhora da Ribeira", nem o vintage "Quinta do Vesúvio", a Niepoort e a Andresen também não produziram e até esta data não houve notícia de um vintage deste ano de outro grande grupo do sector, a Sogrape (Ferreira, Sandeman e Offley).

(Rev. 06/2017)

©HSM






segunda-feira, 3 de abril de 2017

2015, a classic vintage Port?

    To declare or not to declare...

Churchill´s lodge, Entreposto de Vila Nova de Gaia 
    Four years after the last classic vintage Port declaration (2011), until now the only one this decade, and two years after the 2015 harvest, in the middle of the 2017 spring, a time of tasting samples and evaluating wines, when the Port producing houses make great decisions about the Port wines of the 2015 harvest, that is, the decision to declare or not to declare 2015 vintage Port.

    It seems that this subject has already been more consensual and that by recent news, there may not be a widespread and extended consensus regarding the year 2015. We know that Niepoort already took the decision to declare 2015, as well as Cockburn's, that annouced today its 2015 bicentenary vintage (1815-2015), which is the second vintage since the company was acquired by the Symington family in 2010, however we are still awaiting for the determinant decisions of other important names of the sector, to be taken this days.

    There are vintage Ports produced almost every year, what then is necessary for a given vintage declaration to be considered a classic declaration or a classic vintage Port year?

    It is only considered a classic vintage, the harvest of a given year, when the vast majority of the producers declare the production and bottling of a vintage Port wine and with the main brands of each house. These are years where there is a widespread and extended consensus between the majority of the producers.

    After the producer's decision and the approval of the IVDP (The Douro and Port Wine Institute), which recognizes the exceptional quality required for Port wines of this special category, the vintage proclamation is made by the Port Wine Brotherhood(*) and this happens when more than 50 per cent of the companies that integrate it, declare a vintage Port.

(*)The Port Wine Brotherhod, or "Confraria do Vinho do Porto", brings together "persons and entities who, through their activity in the Port wine production and export, as well as, by their action, reputation and services in favor of Port wine, contribute to the knowledge and prestige of its image", and has the statutory purpose of communicating, promoting and reinforcing the worldwide reputation of Port wine.


2015, ano vintage clássico? 
declarar ou não declarar...

    Quatro anos após o último vintage clássico (2011) e dois anos após a vindima de 2015, em plena primavera de 2017, um momento de provas e avaliação de vinhos, em que as casas produtoras tomam grandes decisões quanto aos vinhos do Porto da colheita de 2015, isto é, a decisão de declarar ou não 2015 ano de Porto vintage.

    Parece que este assunto já foi mais consensual e pelas recentes notícias, poderá não haver um consenso alargado e generalizado quanto ao ano de 2015. Sabemos já que a Niepoort tomou a decisão de declarar 2015, assim como a Cockburn's, que anunciou hoje o seu vintage do bicentenário (1815-2015), que é o segundo vintage desde que a empresa foi adquirida pela familia Symington em 2010, no entanto, aguardamos ainda a decisão determinante de outros importantes nomes do sector, que será tomada por estes dias.

    Há vinhos do Porto vintage produzidos praticamente todos os anos, o que é então necessário para que a declaração vintage em relação a determinado ano de colheita seja considerada uma declaração clássica ou um ano de vinho do Porto vintage clássico?

    Só é considerado como um ano vintage clássico, quando relativamente a um determinado ano de vindima ou colheita, a grande maioria dos produtores declara a produção e engarrafamento de Porto vintage, com as marcas principais de cada casa. São vinhos do Porto em que existe um consenso alargado e generalizado no sector.

    Depois da decisão do produtor e da aprovação pelo IVDP (Instituto dos Vinhos do Douro e Porto), que reconhece as características excepcionais de qualidade exigidas para os vinhos do Porto desta categoria especial, a proclamação é realizada pela Confraria do Vinho do Porto(*) e tal acontece quando mais de 50 por cento das empresas que são associadas da Confraria declara Porto vintage relativamente ao mesmo ano de colheita.

(*) A Confraria do Vinho do Porto, reúne "pessoas e entidades que pela sua actividade na produção e exportação de vinho do Porto, bem como, pela sua acção, reputação e serviços em favor do vinho do Porto, contribuem para o seu conhecimento e prestígio da sua imagem" e tem como objecto, a comunicação, a promoção e o reforço da reputação mundial do vinho do Porto.

©HSM




terça-feira, 14 de março de 2017

Port wine in european menus: 1884 - 2016



    It takes place in the entrance of the IVDP, the interesting, curious and original exhibition "Port wine in European menus 1884 - 2016", organized by the Douro and Port Wine Institute  and the Portuguese University School of Arts (Porto).
    In addition to the ever present aspect of the artistic and aesthetic conception of the menus presented, Port wines from the main producing houses are a reference, associated with other great wines of the world, there is also the perspective of Port wine as a culinary ingredient in international cuisine.

    From the exihbition presentation leaflet text:

    "The Appreciation for drinking Port wine, expressly presented in the menus, was not confined to the Portuguese and Brazilian nineteenth and twentieth centuries reality, because during this period Port wine is included in several of these European documents.
     Port wine is presented in the menus developed for the most important official English events, namely the Royal Family and the ceremonies related to the Windsor, as well as various civil and military institutions. Toasting with Port wine also became a markdly English gesture.
    The mention of Port wine from some of its main producing houses is evidenced in this documentary tipology, both at home and abroad. In the menus we have, among others, names such as Fonseca Guimaraens, Dow, Warre, Noval, Ferreirinha, Ramos Pinto, Portal, Graham or Taylor. (...)".




 O vinho do Porto em menus europeus: 1884-2016

    Realiza-se no edifício do IVDP (Instituto dos vinhos do Douro e Porto), a interessante, curiosa e original exposição "O vinho do Porto em menus europeus: 1884 - 2016", organizada pelo próprio Instituto e pela Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa (Porto).

    Para além da sempre presente vertente de concepção artistica e estética destes documentos e da referência aos materiais utilizados, os vinhos do Porto das principais casas produtoras são referência, associados a outros grandes vinhos do mundo, também existe a perspectiva do vinho do Porto como ingrediente culinário na cozinha internacional.

    Do texto do folheto de apresentação da exposição:

    "O apreço por beber vinho do Porto, apresentando-o expressamente nos menus, não se cingiu somente à realidade portuguesa e brasileira dos séculos XIX e XX, pois durante este período esta bebida é incluída em diversos destes documentos a nível europeu.
    O vinho do Porto encontra-se presente nos menus da Familía Real e das cerimónias relacionadas com os Windsor, bem como de diversas instituições civis e militares. Brindar com vinho do Porto tornou-se também um gesto marcadamente inglês.
    A menção ao vinho do Porto de algumas das suas principais casa surge evidenciada nesta tipologia documental, tanto em termos nacionais como no estrangeiro. Nos menus expostos, deparamo-nos, entre outros, com nomes como Fonseca Guimaraens, Dow, Warre, Noval, Ferreirinha, Ramos Pinto, Portal, Croft, Graham ou Taylor. (...)".

©HSM

quarta-feira, 8 de março de 2017

14.ª Essência do Vinho Porto

A fortified tour and many good distractions




    The end of February in Porto is always a perfect opportunity to get to know and taste many good wines from Portuguese producers (and others of course), many presented by the producers themselves, not only in the “Essência do Vinho” this year’s edition, in Palácio da Bolsa, announcing 3,000 wines and 350 producers, but also taking advantage of the "Simplesmente Vinho", an "independent and alternative" event this year in its 5th edition, which takes place at a short distance (in the warehouses of the Casa do Cais Novo) and on the same date.

    In any case, too many good wines and so little time...

    In order not to make this experience too intense, of course the ideal would be to visit these events in more than just one day, but to make the most of the available time, my advice is to predefine a purpose (to taste, for example, fortified wines, sparkling wines, new releases, wines or producers that we do not yet know or regions that we know less well, special categories, etc.).

    An intense wine tasting afternoon, but there’s always many many more wines that certainly deserved our attention, at least until the next opportunity.

    The wines tasted:



Uma visita fortificada com muitas distracções


    O final do mês de Fevereiro no Porto é sempre uma oportunidade perfeita para conhecer e provar muitos vinhos de produtores portugueses (e não só), muitos apresentados pelos próprios produtores, não só na edição da Essência do Vinho, no Palácio da Bolsa, que anuncia 3.000 vinhos e 350 produtores, mas também aproveitando a realização do evento “Simplesmente Vinho”, manifestação “independente e alternativa” este ano na 5.ª edição e que ocorre a curta distância (nos armazéns da Casa do Cais Novo) e na mesma data.

    Em todo o caso, demasiados vinhos bons e tão pouco tempo…

    Para não tornar esta experiência menos intensa, claro que o ideal seria reservar mais do que apenas um dia, mas para aproveitar melhor o tempo disponível, o meu conselho é definir previamente um propósito (por exemplo, vinhos fortificados, vinhos espumantes, novos lançamentos, vinhos ou produtores que ainda não conhecemos ou regiões que conhecemos menos bem, categorias especiais, etc.).

    Uma tarde intensa de provas, com a certeza de que ficam sempre muitos vinhos que mereceriam a nossa atenção, pelo menos até à próxima oportunidade.


Os vinhos provados:


IVBAM (Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira);
The friendly representatives of the IVBAM at the EV, joined the tasting which started with Justino's Madeira Verdelho 10 Year Old, Henriques & Henriques Boal 10 Year Old, Justino's Malvasia 10 Year Old and the Madeira wines by Ricardo Diogo Freitas, Barbeito 10 years Malvasia (which distinguished itself from the other 10 years Malvasia proposals, being more intense and aromatic, perhaps the Malvasia de São Jorge) and Barbeito 30 years Malvasia "Vó Vera" (in the EV top 10 of the Portuguese wines).

As simpáticas representantes do IVBAM na EV, juntaram-se à prova, que começou com Justino’s Madeira Verdelho 10 Year Old, Justino’s Boal 10 Year Old, Henriques & Henriques Boal 10 Year Old, Justino’s Malvasia 10 Year Old e os vinhos Madeira de Ricardo Diogo Freitas, Barbeito 10 anos Malvasia (distingue-se das propostas 10 anos Malvasia de outros produtores, por ser mais intenso, talvez da Malvasia de São Jorge) e o Barbeito 30 anos Malvasia “Vó Vera” (no top 10 dos vnhos portugueses da EV este ano).

Madeira Wine Company,  Blandy´s;
Blandy’s Sercial 10 Years, Blandy’s Malvasia 10 Years, Blandy’s 2008 Harvest Malvasia, Blandy’s Terrantez 20 Years (um dos meus favoritos) e o frasqueira Blandy’s Verdelho 1979 (em 2016, ganhou o Madeira Trophy do Wine & Spirit Competition).



From the Madeira wines magic to the Douro wines...

Da magia dos vinhos da ilha da Madeira para o Douro…

Quinta da Romaneira (Douro);
Sino da Romaneira branco 2015, Quinta da Romaneira Reserva branco 2015, Quinta da Romaneira rosé 2015 (Tinta Roriz e Touriga Francesa), R de Romaneira tinto 2013, Quinta da Romaneira tinto 2012 (Touriga Nacional, Touriga Francesa e Tinto Cão, com várias classificações superiores a 90/100 pts., em revistas internacionais), Quinta da Romaneira Touriga Nacional, Quinta da Romaneira Syrah, Quinta da Romaneira Petit Verdot (vinho monocasta PV, que penso ser experiência única no Douro e o resultado da visão descomplexada de António Agrellos quanto à utilização de castas estrangeiras no Douro) e Quinta da Romaneira Reserva tinto 2012.
Quinta da Romaneira LBV 2012 unfiltered, Quinta da Romaneira Tawny 10 anos e Quinta da Romaneira vintage 2011.

Caves Transmontanas;
Os vinhos espumantes DOC Douro Vértice, do melhor que Portugal produz nesta categoria: Vértice Cuvée, Vértice Millésime (delicioso), Vértice Gouveio (fresco e muito elegante), Vértice Chardonnay e o mais recente Vértice Pinot Noir.

Quinta do Vallado;
Vallado Prima (100% Moscatel Galego), Quinta do Vallado Reserva Branco, Quinta do Valado Tinta Roriz e Quinta do Vallado Touriga Nacional.
Vallado Adelaide Vintage Porto 2014.

Quinta Vale D. Maria;
Quinta Vale D. Maria tinto 2012 (93/100pts Wine Enthusiast)

Quinta de Foz de Arouce (Beiras);
Vinhos da região das Beiras: Quinta de Foz de Arouce tinto 2012 e Quinta de Foz de Arouce Vinhas Velhas de Santa Maria 2013 (um grande vinho), vinhos diferentes com um carácter muito próprio.

Quinta da Touriga Chã (Douro);
Puro Quinta da Touriga tinto 2013 e Quinta da Touriga Chã tinto 2013.



Caminhos Cruzados (Dão);
Os vinhos deste muito recente projecto do Dão; Titular Colheita branco 2015, Titular Encruzado e Malvasia Fina 2015, Titular Encruzado 2014, Titular Alfrocheiro tinto 2014 (impressivo e com carácter), Titular Jaen tinto 2014 (equilibrado, fino e elegante), Titular Touriga Nacional 2013 (fresco e com as notas florais típicas da casta), Titular Reserva tinto 2013 (com Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz, complexo, suave e elegante).

Niepoort (Douro);
Apresentados por Nick Delaforce, Redoma branco 2015 e Tiara branco 2015, antes dos fortificados, Niepoort Moscatel do Douro (extraordinário e original), Niepoort 10 Years Old White e Niepoort Vintage 2015 "cask sample". Parece que a decisão está tomada na Niepoort quanto à declaração da colheita de 2015 como vintage clássico.



Churchill Graham (Douro);
Churchill's 10 Years Old Tawny (com o estilo mais seco da Churchill's), Churchill's 30 Years Old Tawny (lançado recentemente), Churchill's Quinta da Gricha Vintage Port 2013 e Churchill's Vintage Port 2014 (também lançado no final do ano passado).

Wine & Soul (Douro);
Manoella tinto, Quinta da Manoella VV tinto e Pintas Tawny 10 anos.

Susana Esteban (Alentejo);
Outra aventura recente nos vinhos do Alentejo; Aventura branco 2015 e Aventura tinto 2015 (frutado, suave e polido).



Quinta de São José (Douro);
Os vinhos de João Brito e Cunha; Flôr de S. José branco 2015, Quinta de S. José tinto 2014 e S.J Vintage Port Single Quinta 2012.

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