sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Douro: the 2017 harvest report



Quinta da Gricha, Ervedosa do Douro (Churchill's)


    A very hot and dry year in which the harvest was anticipated to a date that there is no memory in the Douro.

    "It is the climate that dictates the world's wines", "the influence of the climate of the year is decisive in the vintage quality", in the words of António Magalhães, head of viticulture at the Fladgate Partnership. The meteorological factors throughout the year have a direct influence on the grape development, production and quality, particularly decisive in the last months of maturation. And, of course, understanding the wine year is also fundamental to understand the wines that are born each year.

    In fact, if we were to define in a sentence the wine year now ending, it would be an extremely hot and dry year and a very early harvest.

    Let us then look a bit more in detail at the main moments and the climatiic behavior throughout the year.

    The winter was dry and there was no rainfall, there was a volume of prcipitation above normal, but only in November 2016, because in the following months there was a very marked decrease in the volume of precipitation compared  to the Douro region normal, in between 50 and 80% in December and between 60 and 70% in January 2017.

    Early spring confirmed a very dry winter, much drier than usual, and these conditions continued in the following months. In fact, in spring the awakening of the vines (which maintain a minimal metabolism throughout the winter) occurred in dry weather conditions and very little rainfall.

    In March precipitation levels were about half as usual and in April there was almost no rainfall at all (it was the driest April since we have records in 1931, the rainfall levels were lower than normal values, between 72 and 96%), but now also with a considerable increase in average temperatures as from February and with heat waves in the months of April, May and June. It should be noted that in May there was some meteorological instability, downpours and thunderstorms, which coincided with the critical phase of the vine flowering(2).

    Early summer continued with very high temperatures and several days at a time of very hot weather. The month of June was dry, very hot from the middle of the month and with temperatures of aroud 40º C in Peso da Régua, Pinhão, São João da Pesqueira and Vila Nova de Foz Côa.

    In July, heavy rains and hail fall occured, causing vineyard damage in Sabrosa, Alijó, Mesão Frio, Vila Real, Santa Marta de Penaguião and Vila Pouca de Aguiar. A summer storm in which hail and bad weather caused considerable damage to the vineyards with considerable losses in the hardest hit areas.

    However, the general conditions of water absence and heat, which have remained, also add up to fairly high radiation levels.
     On the other hand, in the vineyard diseases chapter, the positive side of the climatic conditions described so far was that did not favoured vineyard diseases (namely mildew and powdery mildew), with vines generally with a very low incidence or even without diseases and healthy grapes.

    Now considering the vineyard development, there was a water deficit at the beginning of the vegetative cycle and water stress throughout spring that develop to a severe (thermal and luminous) water deficit in mid-August that lasted until the beginning of the harvest. Of course, in these situations is also very important the vineyard location, the vineyards located in plots or drier terrain (in Cima Corgo and Douro Superior sub regions), lower or more exposed to radiation ot younger vines suffered more intensely.

    These conditions led to an advence of the grapevine development cycle, bud-break(1) occured in the first half of March, the flowering(2) began at the end of April and until the end of May, with the formation of the grape bunches already visible at the end of May, the veraison beginning at the end of June.

    The continuation of warm weather during the ripening period led to an advancement of the vine vegetative cycle, fast ripening of the grapes, an accelerated increase in sugar concentration in a short period and dehydration of the grape bunches (and an indrease of the dry garpes percentage) which led to the decision taken by many producers to anticipate  the harvest in about 3 weeks to what is usual in the region, one of the earliest harvests in many years.

    From the beginning of August until the middle of the month, the white grapes were harvested.
    The weather remained extremely dry and with high temperatures throughout the harvest period, without rain. September was the driest of the las 87 years . The severe and extreme drought area was enlarged. 

    From the middle of September until the end of the third week, the harvest was almost complete in many Quintas. We could almost say that the harvest was completed by the time it were usually starting.
    It is also important to note the different degrees of the grape bunches and garpe berries maturation, from plot to plot and from vine to vine and even in the same grape bunch, which forced more work and more detail in the grape harvesting and also decision making according to maturation levels and parcels to be harvested.

    There was a general reduction in production in the three Douro sub-regions, when compared to the 2016 harvest, approximatly 21% in the Baixo-Corgo, 27% in Cima-Corgo and 49% in the Upper Douro. Also important, the Kg./L ratio is lower by about 20% than normal values.

    Lastly, in general, the harvest antecipation, produced musts with very high alcoholic strenght, of very good quality, with good color, structure and concentration indications.

Notes:
(1)Bud break:marks the beginning of the vegetative cycle of the vine, with the emergence of the shoots.
(2)Flowering: a period that lasts about a week and a half, important and critical for the definition of the harvest, since if there is rain in this period the flowers may fall and the pollen can be washed from the stamens and flowers, there s no pollination and the fertilisation and flower does not give rise to fruit and the harvest is affected.
(3)Veraison: marks the beginning of maturation in which the graps began to change color.




©HSM

Douro: the 2016 harvest report 
Douro: the 2015 harvest report 
Douro: the 2014 harvest report







quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Douro, o relatório da vindima 2017



Quinta da Gricha, Ervedosa do Douro (Churchill's)


    Um ano muito quente e seco em que a vindima foi antecipada para datas de que não há memória no Douro.



    "É o clima que dita os vinhos do mundo", "a influência do clima do ano é marcante para a qualidade da vindima", nas palavras de António Magalhães, responsável de viticultura da Fladgate Partnership. Os factores meteorológicos ao longo do ano têm uma influência directa no desenvolvimento, produção e qualidade das uvas, particularmente decisiva nos últimos meses de maturação. E compreender o ano vitícola é também essêncial para compreender os vinhos que nascem em cada ano.



    Na realidade, se tivéssemos que definir numa frase o ano vitícola que agora acaba de terminar, seria um ano extremamente quente e seco e uma vindima muito precoce.

    Vejamos então um pouco mais em detalhe os principais momentos e o comportamento climático ao longo do ano.
    O Inverno foi seco e sem chuva. Registou-se um volume de precipitação superior ao normal, mas apenas no mês de Novembro de 2016, porque nos meses seguintes houve um decréscimo muito acentuado no volume da precipitação relativamente aos valores normais para a região, em números, aproximadamente entre 50 a 80 % menos em Dezembro de 2016 e entre 60 a 70% menos em Janeiro de 2017.

    O início da Primavera veio confirmar um inverno muito seco, bastante mais seco do que é habitual e estas condições mantiveram-se nos meses que se seguiram. Na realidade, o despertar das vinhas, na Primavera (que se mantêm com um metabolismo minímo durante todo o inverno), ocorreu em condições de tempo seco, com muito pouca chuva.

    Em Março, os níveis de precipitação foram cerca de metade do que é habitual e em Abril quase não houve registo de chuva (de facto, o mês de Abril foi o mais seco desde que existem registos, desde 1931, em que os níveis de precipitação foram inferiores entre 72 a 96% aos valores normais), mas agora também com um aumento considerável das temperaturas médias logo a partir do mês de Fevereiro e com ondas de calor nos meses de Abril, Maio e Junho. De referir que em Maio se registou alguma instabilidade meteorológica, aguaceiros e trovoadas, que coincidiu com a fase da floração(2) da videira.

    O início do Verão continuou com temperaturas muito altas e com vários dias seguidos de muito calor. O mês de Junho foi seco, com muito calor a partir de meados do mêse com temperaturas de cerca de 40ºC no Peso da Régua, Pinhão, São João da Pesqueira e Vila Nova de Foz Côa. Em Julho registaram-se chuvas fortes e queda de granizo, que provocou estragos localizados nas vinhas em Sabrosa, Alijó, Mesão Frio, Vila Real, Santa Marta de Penaguião e Vila Pouca de Aguiar. Uma tempestade de Verão em que o mau tempo provocou bastantes estragos nas vinhas, com algumas perdas consideráveis nos locais mais atingidos.

    Ás condições gerais de ausência de água e calor, que se mantiveram, acrescente-se ainda os níveis de radiação bastante altos.
    Por outro lado, no capítulo das doenças da vinha, o lado positivo das condições climatéricas descritas até agora, foi o de não favorecerem a ocorrência de doenças na vinha (principalmente o oídio e o míldio), com muito fraca incidência ou mesmo vinhas sem doenças e com uvas sãs.

    Consideremos agora a vinha, houve um défice hídrico logo no início do ciclo vegetativo e stress hídrico durante toda a Primavera e depois até uma situação de défice hídrico (térmico e luminoso) severo em meados de Agosto, que se prolongou até à vindima. Claro que, nestas situações, é muito importante considerar a localização das vinhas, uma vez que as vinhas que se localizam em parcelas ou terrenos mais secos (nas sub-regiões do Cima Corgo e Douro Superior), em cotas mais baixas ou mais expostas à radiação, ou ainda as vinhas mais jovens, passaram por uma situação mais crítica e sofreram mais intensamente.

    Estas condições tiveram como consequência, um avanço de todas as fases do ciclo vegetativo da vinha, assim, o abrolhamento(1) ocorreu na primeira quinzena de Março, a floração(2), inicou-se em finais de Abril e até final de Maio, com a formação dos cachos já visível no final de Maio, o "pintor"(3) iniciou-se em finais de Junho.

    A continuação do tempo quente durante o período da maturação provocou um avanço no ciclo vegetativo da vinha, um rápido amadurecimento das uvas, um acelerado aumento da concentração de açúcar em pouco tempo e mesmo a desidratação dos cachos (com um aumento da percentagem dos bagos secos e desidratados), o que levou à decisão tomada por muitos produtores de antecipar a vindima em cerca de 3 semanas para o que é habitual na região, uma das vindimas mais precoces em muitos anos.

    Do início de Agosto até meados do mês, a vindima das uvas brancas, as primeiras a ser vindimadas.
    O tempo continuou extremamente seco e com temperaturas altas durante todo o tempo das vindimas, sem registo de precipitação, na realidade, o mês de Setembro foi o mais seco dos últimos 87 anos. A área de seca severa e extrema foi alargada.

    Em meados de Setembro até ao fina da terceira semana, a vindima estava praticamente concluída em muitas Quintas. Quase que se poderia dizer que as vindimas estavam terminadas na data em que habitualmente estariam a começar.

    De assinalar também, os diferentes graus de maturação dos cachos e das uvas, de parcela para parcela e de vinha para vinha, o que obrigou a mais trabalho e a mais pormenor na apanha da uva e a tomar decisões, sempre que possível, de acordo com os níveis de maturação e as parcelas a vindimar.

    Houve uma redução geral da produção, nas três sub-regiões do Douro em relação à vindima de 2016, de aproximadamente 21% no Baixo Corgo, 27% no Cima Corgo e cerca de 49% no Douro Superior. Importante ainda, a relação Kg/L que é menor em cerca de 20% do que os valores normais.

    Por último, em termos gerais, a antecipação da vindima deu origem a mostos com graduações alcoólicas muito altas, de muito boa qualidade, com bons indícios de côr, estrutura e concentração.

Notas:
(1) O abrolhamento: marca o início do ciclo vegetativo da videira, com o aparecimento dos rebentos.
(2) A floração: é um período que dura cerca de semana e meia, importante e crítico para a definição da colheita, uma vez que, se houver chuva neste período, as flores podem cair ou o polén pode ser lavado dos estames e das flores, não se dá a fecundação e a flôr não vinga em fruto (desavinho) e a colheita é afectada.
(3) O "pintor": marca o inicio da maturação em que as uvas começam a mudar de côr. Côr tinta nas películas dos bagos tintos e a película translúcida nas castas brancas.




©HSM







terça-feira, 31 de outubro de 2017

O filme documentário "Setembro a Vida Inteira"; The documentary film "A Whole Life of September"

PT/EN


     O filme documentário "Setembro a Vida Inteira", da autoria de Ana Sofia Fonseca, jornalista com uma louvável atracção pelo mundo do vinho e pela curiosidade das suas histórias, de que nos dá conta na sua bibliografia, com os livros editados "Barca Velha, Histórias de um Vinho - desde 1952" e também "Cada Garrafa Conta uma História".

    A sinopse:
    "Um país. 700 milhões de garrafas. Mais de 2000 anos de história. Todos os calendários, a sorte jogada em Setembro. Homens, mulheres e crianças contam a vida pelas vindimas. Quantas histórias cabem numa garrafa?
    O vinho está na moda e o português nunca teve tanto reconhecimento como agora. Este documentário é o seu retrato pessoal. Viaja pela intimidade das vinhas, das adegas e das almas, descobrindo paixões, crimes e aventuras.
    O vinho na primeira pessoa, um tema universal com a alquimia local. As gentes do vinho são passaporte para conhecer Portugal.
    Porque nada fermenta como uma boa história.".

    A autora pretende assim transmitir uma perspectiva diferente e original, oposta aos lugares comuns, das grandes casa do vinho e das personagens principais e habituais deste universo, com uma viagem contada através de 8 famílias vinícolas.

    Promete. Aguardemos... mas ainda sem data de estreia em Portugal.

    O trailer e mais informação: setembroavidainteira



    The documentary film "A Whole Life of September", by Ana Sofia Fonseca, a journalist with an irresistible attraction for the world of wine and its stories that se tell us in her edited bibliography, "Barca Velha, Stories of a Wine - since 1952", and also "Each Bottle Tells a Story".

    The synopsis:
    "One Country. 700 million bottles. Over 2000 years of history. In every calendar, the die is cast in September. Men, women and children measure their lives in harvests. How many stories are there in a bottle?
    The world has only began to discover portuguese wine and this documentary is its portrayal. With wine as the main character, the film journeys through the intimacy of vineyards, cellars and souls, unveiling passions, crimes and adventures.
    A universal theme with the local alchemy. Wine people are the passport to understand Portugal.
    Because nothing else ferments like a good story.".

   The author intends to show us a different and original perspective, away from the common places, the great wine houses and the main and usual characters of this universe, with a journey and a story told through 8 wine families.

    Promising. We just have to wait...to mark the agenda, but still without a premiere date in Portugal.

    The trailer and more information: awholelifeofseptember
    
©HSM

terça-feira, 24 de outubro de 2017

"Prontuário Histórico do Vinho do Porto" (notícias da biblioteca .6)

PT/EN


    Da autoria de J. A. Gonçalves Guimarães e Susana Guimarães.
    Uma edição do Gabinete de História e Arqueologia de Vila Nova de Gaia (de 2001).
    Edição em português, 199 págs., 15x21cm.

    Este livro é o complemento perfeito para o "Dicionário Ilustrado do Vinho do Porto", de que já aqui demos conta em publicação anterior: o-dicionario-ilustrado-do-vinho-do-porto

    Do texto da contracapa: "...é uma obra indispensável para todos aqueles que fazem do vinho do Porto o seu néctar de eleição, mas também para os profissionais do sector, os seus estudiosos e divulgadores e, de um modo geral, para todos aqueles que desejam saber de uma forma simples e directa, as particularidades do seu universo: as Quintas do Douro, as casas actuais e as já extintas; a localização dos seu escritórios e dos armazéns onde o vinho envelhece; os comerciantes e os administradores ao longo das épocas, as instituições que o estado e os profissionais do sector criaram para garantir a sua genuinidade, a legislação marcante que o regulamenta e muitos outros elementos devidamente anotados e historicamente conferidos.":


"Historic Port Wine Promptuary" ("Prontuário Histórico do Vinho do Porto) (Port Wine library news .6)

    by J. A. Gonçalves Guimarães and Susana Guimarães
   A 2001 edition of the Vila Nova de Gaia History ans Archeology Office.
   A Portuguese edition, 199 pp., 15x21cm.

   This book is the perfect complement to the "Port Wine Illustrated Dictionary" ("Dicionário Ilustrado do Vinho do Porto"), of which we have already given a description in a previous publication: o-dicionario-ilustrado-do-vinho-do-porto

    From the backcover text: "...it is an indispensable work for all those who make Port wine its nectar of choice, but also for the professionals of the sector, the ones who study it and disseminators, and in general for those who wish to know in a simple and direct way the peculiarities of its universe; the Douro quintas, the present Port wine houses and the already extinct ones; the location of its offices and warehouses where wine ages; traders and administrators over the ages, the institutions that the sate and the industry professionals have created to ensure its genuineness, the landmark legislation that regulates it, and many other duly noted historically conferred elements.".

©HSM

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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

The photography exhibition "Porto & Douro through the lens"

EN/PT


    In the Gaia historical center, on rua do Choupelo, n.º 63, in the old Croft Port wine warehouses, until the end of October, it is possible to visit a photography exhibition of the first major photographers in Portugal, dating from 1845 to 1975. A precious and beautiful selection with historical images centered on the city of Oporto and the Douro region, highlighting the places and experiences, the diferent stages of Port wine production, in the douro and on the Gaia warehouses, some palces that still exist today as well as others who have not resisted the the action of man and the passage of time.

    As part of this exhibition, a preview of the future of this site is also presented with the project called "World of Wine", sponsored by the Fladgate Partnership (which integrates the Taylor's, Fonseca, Croft and Wiese & Krohn Port wine brands), which will contribute decisivily to the wave of decharacterization and even desctruction of the physiognomy of the Gaia historic centre which has taken place in recent years.

    Following the order and texts of the exhibition, the four great entities that once had headquarters in Oporto: 

"Emílio Biel, photographer and mover of causes (1838-1915)
"Emílio Biel & Ca." was founded by Emílio Biel, who was born in Amberg, Bavaria, and died in Oporto. He was photographer of the Royal House, photographer of the ordinary people and also author of the famous collection "Art and Nature in Portugal", which was printed in photype, in 8 volumes, from 1902 to 1908, one of them dedicated to Oporto and a number of others to the Douro region.
He was the owner of a button shop and through that, representative of Coats & Clark. He was also representative of Benz and other firms, including Shuckert, a german firm that producec dymanos for electric power production. It was then that one of his major initiatives began: bringing public lighting to Vila Real by supplying the machines to "Companhia Eléctrica e Indústrial" for the production of energy. However, the start of the project was delayed by several setbacks. Hence, Biel decided to buy the cpompany and was therefore able to develop the whole project himself and bring street lighting to the city of Vila Real.
In addition to this achievement, Biel was also the driving force behind a number of other projects. He became a director of Águas do Gerês (Gerês Water Company), developed projects for the first street trams in Portugal, amassed a remarkable butterfly collection, which is currently in the Museum of Zoology of the University of Porto and considered one of the largest collections in the world. He was also a literary editor and published an edition of "Os Lusíadas", which is now considered a true rarity.
However it was photograpy that brought him to the public eye. In 1874, he bought the old Fritz shop on rua do Almada, which quickly became knowned as Casa Biel and initiated remarkable work in the world of Portuguese photography.
Biel showed the world a new side to photography: the possibility of reconciling the commercial concern with artistic and documentary values. In 1911, his company published a work called "The Douro" by Manuel Monteiro, which is profusely illustrated with his photographs and those of his contemporaries.

more information: Centro Português de Fotografia Emílio Biel & Ca. archive

Frederick William Flower (1815-1889)
Frederick Flower was a pioneer of photography in Portugal. Born in Scotland of English parents, he arrived in Oporto in 1834, at the age of nineteen, to work in the Port wine trade. Most of his photographs were taken in Oporto, Vila Nova de Gaia and other cities in Northern Portugal between about 1849 and 1859, using the calotype method developed by the english scientist William Henry Fox-Talbot and patented in 1841. Unlike the first photographic technics, such as the daguerreotype, the Fox-Talbot method used paper negatives, called calotypes or talbotypes, which could be reproduced multiple times. Whereas photographic methods were most often used for portraiture and studio photography, the calotype became primarily a medium for architectural and landscape photography. In many cases, Frederick Flower's photographs represent the first images ever made of the places and buildings they depict and are remarkable, not only for their technical and artistic merit, but for their historical and archeological value. The collection of Frederick Flower's photographs, preserved over the years by his descendants, is currently stored at the Arquivo de Documentação Fotográfica of the National Office of Cultural Heritage.

House of Alvão and its founder Domingos Alvão (1869-1946)
"The Alvão Photography studio was founded by Domingos Alvão on 2nd January 1901in the city of Porto. Domingos Alvão and António Cardoso Azevedo were the two great masters photographers of the house.
Domingos do Espirito Santo Alvão was born in Porto and died in the same city. At a very young age he went to work for the House of Biel and in 1901 he took in the International exhibition of Leipzig. Following this, in 1907, he earned the Diploma of Merit in the World Competition of Artistic and Scientific Photography in Turin, Italy, The photographs Domingos Alvão sent to competition in Leipzig and Turin were part of a collection of aroun 700 images to which he devoted part of his time. These covered landscapes and regional costumes of the Minho and Douro Litoral and where staged to match the artistic style of pictorialism. He began to win many national and international prizes when he took part in shows in Porto, Lisbon and Panamá with the series "Artistic Landscapes and Portuguese Costumes". Alvão's photographs were often used to represent Portugal on the walls of the countries embassies.

Domingos Alvão and the House of Alvão won many national and international awards which led to commissions by various institutions to carry out photographic works on their behalf. This was the case in 1933, when the Port Wine Institute requested their services to create a general photographic survey of the demarcated region of the Douro Valley. covering all aspects of production, transporttation, bottling and export of Port wine.

The House of Alvão collection was aquired by the "Instituto Português do Património Cultural" (Portuguese Institute of Cultural Heritage) and currently, the Portuguese Centre of Photography has been carrying out the physical and documentary treatment of the photographs."

More information: Centro Portugês de Fotografia archive

The Beleza Photographic Studio
"The Beleza Photographic Studio was founded by António Beleza in 1907.
Prior to this, Beleza had his own studio "Royal Foto", on rua do Almada 122, a traditional photographic studio area in the city. This was where the House of Fritz Photography was located, which Emílio Biel later bought. When Emílio Biel moved his studio to Palácio do Bolhão in 1888, António beleza took over the old studio in rua do Almada and, as was the custom, he took on other assets, including the plates, the machines and the decors. After Biel's death, he bought part of the collection which were sold i public auction.
The Beleza Photographic Studio at rua Santa Teresa attracted the bourgeois clientele and had an elegant waiting room decorated with portraits of Porto high society.
The Beleza Photographic Studio left behind a collection of several hundred thousand phtographic documents, one of the largest collectons known in Portugal, including more than 10,000 photographs of urban landscapes on glass plates. In addition, there are portraits of people from the North of Portugal, particularly of Oporto and the adjoining area.
In 2007 a full inventory of the Beleza Photographic collection was made by CEPESE and this is now available to view at espólio fotográfico português

A exposição fotográfica "Porto e Douro através da lente"
(The old "Croft" Port wine lodges / os antigos armazéns de vinho do Porto da "Croft")
    Em pleno centro histórico de Gaia, na rua do Choupelo, n.º 63, nos antigos armazéns da Croft, até final de Outubro, é possível visitar um exposição de fotografia dos primeiros principais fotógrafos em Portugal, datadas de 1845 a 1975. Um precioso espólio, com imagens históricas centradas na cidade do Porto e na região duriense, com destaque para os lugares e vivências, as fases de produção do vinho do Porto, no Douro e no Entreposto de Gaia, reconhecem-se lugares e locais que ainda hoje existem e é possível identificar, assim como outros que não resistiram à acção do homem e à passagem do tempo.

     No âmbito desta exposição, é também apresentada uma perspectiva do futuro deste local, com a apresentação do projecto chamado "World of Wine" que, com a responsabilidade e patrocínio da Fladgate Partnership (que integra as marcas de vinho do Porto, Taylor's, Fonseca, Croft e Wiese & Krohn) irá contribuir decisivamente para a vaga de acelerada descaracterização e mesmo destruição do centro histórico de Gaia que tem ocorrido nos últimos anos.

    Seguindo a ordem e os textos da exposição, as quatro grandes entidades que outrora tiveram sede no Porto:

"Emílio Biel, um fotógrafo impulsionador de causas (1838 - 1915)
A empresa Emílio Biel & Ca. foi criada por Emílio Biel, que nasceu em Amberg, na Baviera, e faleceu no Porto. Fotógrafo da Casa Real, fotógrafo do povo e autor da famosa colecção "A Arte e a Natureza em Portugal", impressa em fototipia em 8 volumes, de 1902 a 1908, com um volume dedicado ao Porto e uma série à região do Douro, Emílio Biel foi premiado em muitas exposições, com medalhas de ouro e prata.
Foi proprietário de uma casa de botões, sendo o representante da Coats & Clark, foi ainda representante da Benz e de outras firmas, entre as quais a Shuckert, uma firma alemã que fabricava dínamos para a produção de energia eléctrica. E aqui começa uma das suas grandes iniciativas: levar a iluminação pública a Vila Real, fornecendo máquinas à Companhia Eléctrica e Industrial, para a produção de energia. No entanto, alguns contratempos adiam a entrada em funcionamento do projecto e à então que Biel compra a empresa e dá ele corpo a todo o projecto, concretizando a luz pública de Vila Real.
Além desta conquista, Biel foi ainda impulsionador de causas: foi administrador da empresa Águas do Gerês e fez projectos para os primeiros carros eléctricos, elaborou uma notável colecção de borboletas, actualmente no Museu de Zoologia da Universidade do Porto, sendo considerada uma das maiores colecções do mundo. Foi ainda editor livreiro, publicando uma edição d'Os Lusíadas, actualmente considerada uma verdadeira raridade.
Mas, no entanto, é na fotografia que verdadeiramente se faz notar. Em 1874 compra a antiga Casa Fritz, na rua do Almada, que rapidamente ficou conhecida como Casa Biel, iniciando assim, um trabalho notável no panorama da fotografia portuguesa.
Podemos dizer que Biel mostrou uma nova face da fotografia, a possibilidade de conciliar a preocupação comercial com a preocupação artística e documental. Em 1911, a sua firma edita a obra "O Douro" de Manuel Monteiro, profusamente ilustrada com fotografias suas e dos seus contemporâneos."

Mais informação: arquivo do Centro Português de Fotografia, Emílio Biel & Ca.

Frederick William Flower (1815 - 1889)
"Frederick Flower foi um pioneiro da fotografia, Nascido na Escócia de pais ingleses, veio para o Porto em 1834, à idade de dezanove anos, para trabalhar no negócio do vinho do Porto. A maioria das suas fotografias foram realizadas no Porto, Vila Nova de Gaia e outras cidades do norte de Portugal, no período aproximado de 1849 a 1859, utilizando a técnica da calotipia desenvolvida pelo cientista inglês William Henry Fox-Talbot e patenteada em 1841. Ao contrário das primeiras técnicas fotográficas, com a daguerrotipia, o método Fox-Talbot empregava negativos de papel, chamados calotipos ou talbotipos, que permitiam a execução de múltiplas reproduções. Enquanto os métodos fotográficos anteriores eram mais vocacionados para os retratos e para a fotografia de estúdio, a calotipia veio a ser mais usada para a fotografia de paisagens e de arquitectura. Em muitos casos, a fotografia de Frederick William Flower constituem as primeiras imagens alguma vez captadas dos locais e dos edifícios fotografados, sendo notáveis, não apenas pela sua qualidade técnica e artística, mas pelo seu valor histórico e arqueológico. O espólio fotográfico de Frederick Flower, preservado pelos seus descendentes, encontra-se depositado no Arquivo Fotográfico da Direcção Geral do Património Cultural"

Casa Alvão e o seu fundador Domingos Alvão (1869 - 1945)
" A Casa de fotografia Alvão foi fundada e inaugurada por Domingos Alvão, em 2 de Janeiro de 1901, na cidade do Porto, casa que veio a ter dois grandes mestres fotógrafos, Domingos Alvão e Álvaro Cardoso Azevedo. 
Domingos Espiríto Santo Alvão, nasceu na freguesia da Lapa, no Porto, e morreu na mesma cidade. Ainda muito novo foi trabalhar para a casa Biel, e em 1901, participou na Exposição Internacional de Leipzig tendo em 1907 recebido um Diploma de Mérito no Concurso Mundial de Fotografia Artística e Científica de Turim, Itália. As imagens que Domingos Alvão enviou ao concurso de Leipzig e Turim faziam parte de uma recolha de cerca de 700 clichés a que ele dedicava parte do seu tempo; tratava-se de fotografias de paisagens e costumes do Minho e Douro litoral, encenadas de forma a corresponderem aos objectivos artísticos do pictorialismo. Com a série Quadros da Paisagem Artística e Costumes Portugueses, concorreu e expôs a mostras no Porto, Lisboa e Panamá, iniciando a sua enorme série de prémios nacionais e internacionais. As fotografias Alvão eram muitas vezes procuradas para representarem o país nas paredes das embaixadas.
Domingos Alvão e a Casa Alvão conquistaram imensos prémios, condecorações, medalhas e distinções nacionais e internacionais, o que levou a que fosse contactado por diversas entidades para a realização de vários trabalhos fotográficos, como é o caso do Instituto do Vinho do Porto, que em 1933, solicitou os seu serviços para o levantamento geral do território do Douro, trabalhos relativos à produção, transporte, engarrafamento e exportação do vinho do Porto.
O espólio da Casa Alvão foi adquirido pelo Instituto Português do Património Cultural (IPPC) e, actualmente, o Centro Português de Fotografia tem vindo a fazer o tratamento físico e documental das espécies fotográficas. A documentação deste fundo compreende as imagens relativas a levantamentos da área vinhateira do Douro, fábricas, hidroeléctricas, barragens, hospitais, bairros económicos, exposições, inaugurações, congressos, personalidades, paisagens, usos e costumes, regiões, localidades portuguesas, monumentos, urbanismo, transportes terrestres, retratos de estúdio e de grupo."

Mais informação: arquivo do Centro Português de Fotografia

A Fotografia Beleza
"A Fotografia Beleza é fundada por António Beleza em 1901.
Antes desta casa, António Beleza tivera a sua "Royal Foto", na rua do Almada, 122, espaço de grande tradição fotográfica da cidade. Aí estivera a Fotografia Fritz, que Emílio Biel acabaria por comprar. Quando Biel passou o seu estúdio para o Palácio do Bolhão em 1888, António Beleza ocupou o espaço da rua do Almada e, como era habitual, ainda adquiriu parte do espólio das chapas, das máquinas e dos "decors". Em concreto, sabe-se que após a morte de Emílio Biel, António Beleza comprou parte do espólio da Casa Biel, vendido em hasta pública no ano de 1916.
É na Fotografia Beleza da rua de Santa Teresa - a partir de 1918 dirigida por Moreira de Campos e, em 1935, tendo como único proprietário António Lopes Moreira - que a burguesia do Porto se revê, possuindo o estúdio uma elegante sala de espera, onde se exibiam retratos da melhor sociedade do Norte.
A Fotografia Beleza deixou um conjunto de várias centenas de milhares de documentos fotográficos - um dos maiores espólios que, até ao momento, se conhece em Portugal, no qual se incluem mais de 10 000 fotografias em chapas de vidro, de paisagens, nomeadamente paisagem urbana. As restantes espécies são retratos de pessoas do Norte, com relevância para o Porto e arredores."
Em 2007 o intitulado espólio da Foto Beleza foi inventariado pelo CEPESE estando agora disponível no portal: espólio fotográfico português

Ainda nesta temática, de referir a exposição "O Douro da Casa Alvão", promovida pelo Museu do Douro, no CICA (Centro Interpretativo do Castelo de Ansiães): O Douro da Casa Alvão

(The old "Croft" Port wine lodges / Os antigos armazéns de vinho do Porto da "Croft")







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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Port Wine Day e o dia do vinho do Porto




    A toast (with Port wine)...
    to commemorate the 261st anniversary of the approval and creation of the Companhia Geral de Agricultura das Vinhas do Alto Douro (something like the Upper Douro Vineyards Agriculture General Company) and the establishment of the first demarcated and regulated wine region in the world, with the demarcation of the "Alto Douro" vineyards in 1756.
    On the inniciative of the IVDP (Port and Douro Wine Institute) since 2014, the 10th September is officially celebrated as the international day of Port wine.

O dia do Vinho do Porto

   Um brinde (com vinho do Porto)...
    para comemorar o aniversário dos 261 anos da aprovação e criação da Companhia Geral de Agricultura das Vinhas do Alto Douro e da instituição da primeira região vitivinícola demarcada e regulamentada do mundo, com a demarcação das "Vinhas do Alto Douro" em 1756.
    Por iniciativa do IVDP (Instituto dos Vinhos do Douro e Porto), deste 2014 que o dia 10 de Setembro é celebrado oficialmente como o dia internacional do vinho do Porto.

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sexta-feira, 14 de julho de 2017

Niepoort Open Door 2017, 3rd edition: Niepoortland 3


EN/PT


    On the summer afternoon of last July 1st, 2017, in the Niepoort cellars gardens in Vila Nova de Gaia, the third edition of the "Niepoort Open Door 2017" was held. Always an occasion not to be missed and an event to register in the serious oenophile agenda.

    A relaxed and informal opportunity to get to know the Niepoort universe, everything Niepoort has to offer, presented by the Niepoort family, the Colaborators team and wine making friends, who were the perfect hosts.

     Among several national and international proposals, some novelties and special and unique wines, we highligt here the following (tasted):

After starting with a "Legras" champagne, complex and full of character, 

the "Domaine Allain Graillot" wine, from Crozes Hermitages, Vallé du Rhône, France, 

"Sottimano", Barbaresco, Italy,

"Terroir al Limit", Priorat, Spain,

a great choice of "Buçaco" red wines, including one from the 1982 harvest in excellent shape,

"Soalheiro", among the wines presented, two natural wines, the "Soalheiro Terramatter 2016, an unfiltered organic Alvarinho grapes wine, and a first edition, the novelty "Soalheiro Nature Pur Terroir 2016", also an unfiltered biological and without sulphites Alvarinho wine.

the portuguese Dão region wines produced by António Madeira, in search of the region essence and one of the members of the project...

..."Nat'Cool", the new and very interesting project with a new registered brand, that associates wine producing friends and whose concept is the production of wines that respect the land, nature and the ecosystem, almost without oenological intervention, trying to preserve the maximum of all the grape components, with spontaneous fermentation, without extraction, with minimum intervention in the cellar, without the use of sulphurous and without corrections of acidity, for which the grapes are harvested earlier, a process that originates fresh and low alchool degree wines.

The Niepoort wines: a fantastic "Redoma Reserve white 1994", from the Bairrada region, the novelty "Gonçalves Faria 2013", white and red, a "Merlot Bairrada 2012" and a "Syrah Bairrada 2012", the new sparkling wine "Água Viva bruto blanc des blancs 2013", and the baga grape wines, "Poeirinho 2014" and "Poeirinho Garrafeira 2012".
And the Port wines, the cask samples "Niepoort LBV 2013" and "Niepoort 2015 Bioma Vinha Velha Vintage Port" and the "Niepoort Crusted" 2014 bottling and finally, as it is already a tradition, the opening and decanting of a single and very special "Niepoort Porto Garrafeira 1987"demijohn.


    Without further comments, as it was our initial purpose, here are some images:



Niepoort Portas Abertas 2017, 3.ª edição, Niepoortland 3

    Na tarde de verão do passado dia 1 de Julho, nos jardins das caves Niepoort, em Vila Nova de Gaia, realizou-se a terceira edição "Niepoort Portas Abertas 2017". É sempre uma ocasião a não perder e um evento de interesse que deve marcar a agenda de todo o enófilo sério.

    Uma óptima oportunidade para conhecer o universo Niepoort, tudo o que a Niepoort tem para oferecer neste ano, apresentado pela família, a equipa de colaboradores e amigos produtores de vinho, os perfeitos anfitriões.

    Entre propostas nacionais e internacionais, algumas novidades e também vinhos especiais e únicos, deixamos aqui alguns (provados) em destaque:

Depois do início com o champagne "Legras", complexo e cheio de carácter, 

os vinhos do "Domaine Alain Graillot" (Crozes Hermitage, Vallé du Rhône, França),

"Sottimano" (Barbaresco, Itália),

"Terroir al Limit" (Priorat, Espanha),

os grandes vinhos "Buçaco", tintos no caso, incluíndo um da colheita de  1982, em excelente forma, 

"Soalheiro" que, entre os vinhos do seu portfolio nas colheitas mais recentes, dois vinhos naturais, o "Soalheiro Terramatter 2016", um Alvarinho não filtrado de agricultura biológica, e também, em primeira edição, a novidade "Soalheiro Nature Pur Terroir 2016", também um vinho biológico, não filtrado e sem adição de sulfitos.

Os vinhos do Dão de António Madeira, em busca da essência da região e um dos associados do projecto...

...Nat'Cool, o interessante projecto, com uma nova marca registada, que associa amigos produtores de vinho e que tem como principio a produção de vinhos que respeitem a terra e que preservem a natureza e o ecossistema, quase sem intervenção enológica, que tentam conservar ao máximo todos os componentes da uva, com fermentações espontâneas, sem extracção, com o mínimo de intervenção na adega, sem a utilização de sulfuroso, sem correcções de acidez, para o que as vindimas ocorrem mais cedo e que originam vinhos frescos e com pouco grau alcoólico.

Nos vinhos "Niepoort", foi servido um excelente "Redoma Reserva branco 1994", dos vinhos da Bairrada, a novidade "Gonçalves Faria 2013", branco e tinto, "Merlot Bairrada 2012" e "Syrah Bairrada 2012", o novo espumante "Água Viva" bruto, blanc des blancs 2013, e depois nos tintos baga, "Poeirinho 2014" e "Poeirinho Garrafeira 2012".

Nos vinhos do Porto, as amostras de casco "Niepoort LBV 2013" e "Niepoort 2015 Bioma Vinha Velha Vintage Port" e depois "Niepoort Crusted" engarrafado em 2014. Por fim, como já é tradição, a abertura e decantação do único e sempre muito especial demijohn "Niepoort Porto Garrafeira 1987".

Sem mais comentários, como era a nossa intenção inicial, algumas imagens:





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